quinta-feira, 9 de junho de 2011

Toda história tem um começo...


Quando os seus pés tocaram pela primeira vez os gramados do estádio Figueira de Melo, o mundo inconscientemente já sabia: Este será o berço de um Fenômeno. O uniforme branco anunciava que o tradicional clube do subúrbio carioca revelaria mais um craque em sua história.

Depois dele o futebol jamais seria mais o mesmo. A ginga e a alegria estavam presentes no tal garoto franzino e dentuço que entortava os adversários do São Cristóvão e fazia o gol crescer de tamanho. Logo os olhos voltavam para um tal Ronaldinho, um moleque atrevido quem brincava de jogar.

Ainda como uma jovem promessa, a saída prematura do São Cristóvão marcava uma nova fase na carreira do menino de Bento Ribeiro, que deixou o uruguaio Rodolfo Rodriguez procurando a bola no Mineirão. De lá o Ronaldinho ganhou o mundo, e transformou o futebol em arte, a bola em magia, o campo em um palco, e regeu sua ópera nos gramados do mundo. Os dribles desconcertantes iniciados nos campos do São Cri Cri, deram ao Ronaldo a alcunha de Fenômeno. Não foi à toa!

O melhor amigo da bola se despediu do futebol, deixando órfãos os amantes do talento imortal. Ronaldo entra para a galeria dos craques que fizeram história no esporte que é a paixão nacional, e o São Cristóvão aquece a fornada do Figueirão... é o prenuncio de que outros virão. Por isso o clube necessita de reestruturação, para ocupar um lugar que já foi seu outrora: a elite do futebol carioca.


Por Rodrigo Champoudry